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  • Paula Reani

Coping em Cirurgia: Análise de Estratégias de Enfrentamento em Unidade Cirúrgica

A literatura aponta que quando uma pessoa adoece e como forma de tratamento é indicada a cirurgia, várias reações psicológicas podem ser observadas: afastamento social, limitação de atividades, privação de liberdade, medo, insegurança e outros. Sendo assim o evento cirúrgico é considerado um mobilizador de stress, onde o paciente necessita dispor e utilizar-se de seus recursos de enfrentamento, visando à elaboração e adaptação a situação cirúrgica e manter seu bem-estar psicológico.

Este estudo teve como objetivo analisar qualitativamente as estratégias de enfrentamento (coping) utilizadas por pacientes cirúrgicos em período pré-operatório, realizando uma reflexão a respeito das variáveis que influenciam nesse processo, desde a descoberta do diagnóstico até a concretização da cirurgia. Essa perspectiva permitiu compreender o indivíduo como um todo, buscando-se uma relação entre os traços de personalidade do paciente e o ambiente, ou seja, a vivência cirúrgica.

Com a finalidade de levantar os dados relevantes para este estudo - história da pessoa e história pregressa da moléstia atual – foram realizadas 10 entrevistas abertas com os pacientes em pós-operatório da Clínica Cirúrgica e Ginecológica do Hospital do Servido Público Municipal, internados durante o período de 14 a 17 de Janeiro de 2003. Posteriormente foi aplicado o Inventário de Estratégias de Coping de Folkman e Lazarus (1985) adaptado por Savoia et al. (1976) [apud Savoia, 1999], a fim de obter dados referentes aos tipos de estratégias de enfrentamento que foram utilizadas pelos pacientes.

Observou-se que a cirurgia é tida como um momento de intenso stress na vida de uma pessoa, onde os pacientes avaliaram esse momento como um desafio ou uma ameaça, tendo um melhor desempenho àqueles que avaliaram como um desafio. Notou-se que o porte da cirurgia e o órgão que ira sofrer a incisão não interferiram na escolha das estratégias de enfrentamento, no entanto constatou-se que a demanda da cirurgia e a situação (eletiva ou emergência), contribuíram diretamente na escolha das estratégias de enfrentamento.

Além disso, foi possível confirmar o conceito de coping como um processo transacional entre a pessoa e o ambiente, com ênfase tanto no processo quanto nos traços de personalidade, podendo ser observado em alguns casos a presença dos traços de personalidade. Sendo assim foi possível concluir que todas as respostas foram utilizadas pelos pacientes, algumas com maior freqüência e outras não, concluindo-se que as estratégias mais utilizadas pelos pacientes foram resolução de problemas e autocontrole, e as menos utilizadas foram confronto, aceitação da responsabilidade, afastamento e reavaliação positiva.

Dessa forma foi constatado, a importância do atendimento psicológico em pré-operatório, objetivando o paciente a encontrar respostas de enfrentamento mais favoráveis a situação, que lhe irão proporcionar um pós-operatório mais tranqüilo e facilitar a sua hospitalização e recuperação.


Referência:

http://www.psicologapaulareani.com.br

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